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19.03.14 - Calor prejudica a produção e o comércio de flores

O excesso de calor e as estiagens prolongadas nas duas primeiras semanas de fevereiro prejudicaram sensivelmente a produção e o comércio de flores nos principais mercados atacadistas do Estado de São Paulo. Na CEAGESP, os crisântemos estão entre os produtos que mais sofreram com os problemas climáticos. Em consequência, seus preços vêm se mantendo, em média, 26% mais elevados desde o início do mês.

Com a carência e com o encarecimento desse produto, gérberas e margaridas tiveram maior procura e também elevaram suas cotações em 37% e 38%, respectivamente. No Mercado Permanente de Flores e Plantas Ornamentais da CEASA de Campinas, o aumento dos preços do crisântemo de corte, no mesmo período, foi de 13,5%.

 

Kees Schoenmaker  - Ibraflor

“Principalmente no Sudeste tivemos, nas últimas 3-4 semanas, altíssimas temperaturas e pouca ou nenhuma chuva. Esta combinação teve dois efeitos: uma redução drástica na disponibilidade de água a tal ponto que em várias cidades houve racionamento deste líquido fundamental para as pessoas, animais e plantas. Tudo isso acontecendo em plena época das chuvas!

Vários associados nossos tiveram problemas com água também sendo que alguns com prejuízos consideráveis. As flores e plantas sofreram muito com as altas temperaturas e o sol implacável, prejudicando a qualidade das mesmas e, consequentemente, baixando o valor da venda. Plantas para jardim produzidas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul sofreram muito também e, além disso, os clientes deixaram de comprar porque não tinham como plantar as mesmas... Difícil de estimar o prejuízo e os efeitos, mas uma coisa está certa: todos estão preocupados com o que pode acontecer no restante do ano e nos próximos anos. Será   que vai ter racionamento de energia? Vai faltar água para irrigar na época da seca? Será que isso vai acontecer no próximo ano novamente? É consequência do efeito estufa, ou seja, da emissão gases de CO2, ou é algo fora da curva? E assim há muitas perguntas, cada uma difícil de responder. Entretanto, como empresários, devemos interpretar os sinais e agir para mitigar as possíveis consequências caso esta situação se repetir”.